25 fevereiro, 2016

Portugal 2020: Indústria transformadora e região Norte lideram procura


Desde que os concursos que dão acesso aos novos fundos europeus do Portugal 2020 tiveram início já se registaram mais de 12 mil candidaturas que se propõem a investir cerca de 7,1 milhões de euros na economia portuguesa contando para isso com o apoio de Bruxelas.

A indústria transformadora lidera a corrida aos fundos europeus captando cerca de 75% dos incentivos já aprovados, com destaque para as fileiras metálica, do têxtil, do vestuário e do calçado, da borracha e plásticos, da mecânica e eletrónica e do papel e publicações. Os projetos de investimento incidem sobretudo em bens intermédios e de processamento regional de média e baixa intensidade tecnológica.

Por sua vez, a região do Norte está a captar 47% dos incentivos já aprovados no investimento empresarial no quadro de 2014/2020, seguida da região Centro com 33%, do Alentejo com 7% e do Algarve com 1%. Até ao final de 2015, 13% dos incentivos destinaram-se a projetos “multiregiões”. Na região Norte, a área metropolitana do Porto é aquela que recebe mais incentivos, seguindo-se do Ave, de Aveiro, do Cávado e de Leiria que, no total, respondem por mais de metade de incentivos e das candidaturas tendo já captado mais de 380 milhões de euros dos fundos europeus para as empresas.

Os sistemas de incentivo do Portugal 2020 têm cerca de 4 mil milhões de euros para apoiar o investimento empresarial sendo que estão disponíveis vários apoios para as empresas que estejam interessadas em investir nos seguintes domínios: empreendedorismo; inovação produtiva; internacionalização e qualificação das PME; ou, investigação e desenvolvimento tecnológico.

Reconhecimento Práticas RS: candidaturas até 31 de março


Encontram-se a decorrer, até 31 de março de 2016, as candidaturas ao concurso “Reconhecimento Práticas RS”, promovido pela APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial, que conta com o apoio do IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, entre outras entidades.

Esta iniciativa tem como objetivos: distinguir as organizações que assumem a responsabilidade sobre os impactos das suas decisões e atividades e que contribuem para o desenvolvimento sustentável; envolver o tecido empresarial português na temática da Responsabilidade Social, promovendo o desenvolvimento de boas práticas; e, valorizar o trabalho já realizado pelas organizações portuguesas nesta matéria.

As distinções serão atribuídas em função de nove categorias: Direitos Humanos; Trabalho Digno e Conciliação; Ambiente - Água e Energia; Mercado; Comunidade; Voluntariado; Partes Interessadas; e, Comunicação.

Para mais informações, recomenda-se a consulta ao website do IAPMEI em www.iapmei.pt.

Portugal é o 17º país que mais influencia a inovação mundial


Segundo um relatório publicado pela Fundação Norte-Americana para a Tecnologia de Informação e Inovação, Portugal encontra-se na 17.ª posição entre os países onde as políticas económicas e comerciais mais contribuem positivamente para a inovação a nível mundial. De acordo com este estudo, entre os países mais inovadores a nível mundial destacam-se a Finlândia, Singapura e Coreia enquanto que os países menos inovadores são a Índia, Indonésia e Argentina.

Além disso, Portugal conquistou ainda o 2º lugar no indicador “Generosidade das taxas de incentivo de I&D”, apenas abaixo da Índia e seguido pela França, Espanha e Dinamarca. O relatório concluiu também que, para o mundo maximizar a sua capacidade global de inovação, será necessário desenvolver mecanismos mais fortes para incentivar os países a contribuírem para a inovação global.

18 fevereiro, 2016

2015 registou crescimento no número de empresas constituídas


O ano transato registou o nascimento de 37.968 empresas, número que representa um crescimento de 20,8% face ao ano 2010 e de 5,2% face ao ano anterior. Os dados são avançados no último barómetro da Informa D&B que fez um balanço de 2015 apresentando as principais mudanças detetadas face ao ano anterior e efetuando uma análise de evolução dos últimos cinco anos. Os resultados permitem qualificar o ano de 2015 como o período com melhores resultados desde 2007. Durante estes doze meses por cada empresa que encerrou, nasceram 2,4 organizações.

A radiografia do final do ano de 2015 mostra que foram criadas 37968 empresas, tendo ainda sido registados 15541 encerramentos e 4192 insolvências. Os resultados mostram um panorama global positivo, já que ao número crescente de empresas criadas acresce ainda a redução das insolvências pelo terceiro ano consecutivo, revelando valores mais próximos dos números de 2010 e denotando uma descida de 6,7% face a 2014.

A tendência de aumento da criação de empresas em 2015 face a 2010 verificou-se na maioria dos setores de atividade e em quase todos os distritos. Nos três principais indicadores em análise (nascimentos, encerramentos e insolvências), é de salientar mais de metade dos nascimentos de empresas são assegurados por três distritos: Lisboa (11.022 constituições e um crescimento de 4,9% comparativamente a 2014); Porto (6.991 constituições e uma variação positiva de 4,7% face a 2014); e, Braga (3.076 constituições e um aumento de 1,2% relativamente ao ano anterior). Nos encerramentos, quase todos os distritos registaram um aumento dos encerramentos face a 2014. Nas insolvências, os dois distritos com maior nível de insolvências registaram um decréscimo: Lisboa (1003 registos que representam uma queda de 11,1% face a 2014); e, Porto (884 insolvências que significam uma diminuição de 13,3% comparativamente ao ano anterior).

“Património Natural” (1º fase): candidaturas até 31 de março


Encontram-se a decorrer, até 31 de março de 2016, as candidaturas ao concurso “Património Natural” que visa a qualificação de uma oferta integrada de redes de áreas protegidas e classificadas. Esta iniciativa espera um apoio sob a forma de incentivo não reembolsável com uma taxa de cofinanciamento máxima de 85%.

São elegíveis para este concurso entidades da Administração Pública Central, autarquias locais e suas associações, entidades do setor empresarial, pessoas coletivas de direito público (incluindo Entidades Regionais de Turismo), entidades privadas sem fins lucrativos, agentes culturais e organizações não-governamentais da área do ambiente e proteção da natureza (ONGA).

Atualmente, são quatro as fases para a apresentação de candidaturas, a primeira fase decorrerá entre 8 de fevereiro e 31 de março; a segunda fase decorrerá entre 1 de abril e 31 de maio; a terceira fase terá lugar entre 1 de junho e 31 de agosto; e, a quarta e última fase acontecerá entre 1 de setembro e 31 de outubro de 2016.

Candidaturas aos “Prémios RegioStars 2016”: até 15 de abril


Encontram-se a decorrer as candidaturas aos “Prémios RegioStars 2016”, uma iniciativa promovida pela Direção-Geral da Comissão Europeia para a Política Urbana e Regional que visa a identificação de boas práticas no Desenvolvimento Regional destacando os projetos mais originais e inovadores que possam atrair e inspirar outras regiões.

Após a seleção dos projetos escolhidos por parte de um júri independente, os representantes dos projetos finalistas serão convidados a participar na Cerimónia de Prémios para receber um certificado e uma medalha, assim como serão incluídos numa brochura publicada pela Comissão Europeia e ainda no banco de dados online de boas práticas no website da Inforegio. Os vencedores de cada categoria receberão um troféu “RegioStars”, um certificado apresentado pela Comissária Europeia para a Política Regional e pelo presidente do júri e a produção de um vídeo, posteriormente publicado online seguido por uma campanha promocional junto dos media sociais.

Atualmente, são cinco as categorias dos “Prémios RegioStars 2016”: Crescimento inteligente; Crescimento sustentável; Crescimento inclusivo; Citystar; e, Gestão eficaz. A cerimónia de atribuição dos “Prémios RegioStars” ocorrerá a 11 de outubro de 2016 durante o “Open Days 2016 - Semana Europeia das Regiões e Cidades”. Para mais informações, recomenda-se a vista ao website Inforegio.

17 fevereiro, 2016

A Liderança no Feminino


A gestão de topo nas empresas permanece maioritariamente na mão de homens, apesar dos estudos apontarem que as mulheres têm maior inteligência emocional e que são até mais capazes de trazerem maior retorno aos investidores. Por que são então tão poucas a ocupar a cadeira de CEO? De acordo com um artigo publicado pelo Portal da Liderança, nos EUA a percentagem de CEO do sexo feminino nas empresas da Fortune 500 é de apenas 5%, ainda que o sexo feminino represente 45% da força de trabalho no índice S&P.

Em Portugal, só 9,9% dos lugares na administração das empresas cotadas em bolsa são ocupados por mulheres, sendo que não há uma única executiva a liderar organizações que constem no PSI20, de acordo com um estudo apresentado em março de 2015 pela Informa D&B. Em comparação com o ano de 2011, o número de mulheres em cargos de liderança em Portugal aumentou 5,3 pontos percentuais, para 28,2%. No entanto, a gestão continua a ser fortemente masculina - cerca de 44,9% das organizações têm liderança exclusivamente masculina e 12,2% são compostas por apenas mulheres.

No entanto, e de acordo com a pesquisa da Mintigo, foi constatado que nos EUA, as CEO lideram empresas cujas receitas por colaborador/a são até 18% superiores face às receitas das lideradas apenas por homens. E, em geral, as empresas comandadas por mulheres partilham as seguintes caraterísticas por comparação com as conduzidas por homens: equipas de marketing mais robustas; níveis de publicidade mais elevados; planeamento de eventos mais destacados; e, maior presença online.

Embora seja unânime que o género não devesse ser a principal razão para contratar ou não alguém, se apostássemos na igualdade de géneros, um CEO feminino poderia compensar a qualquer empresa. Estudos recentes destacam a inteligência emocional superior das mulheres, a capacidade de ler uma situação avaliando corretamente as emoções das outras pessoas, bem como a da própria, o que resulta num melhor desempenho das tarefas. E são melhores colaboradoras, o que explica em parte por que as organizações com maior proporção de mulheres em cargos de topo superam as restantes.

Sara Oliveira
Consultora-Formadora
EDIT VALUE® Formação Empresarial

11 fevereiro, 2016

Prémios Europeus de Promoção Empresarial: candidaturas até 4 de abril


Encontram-se a decorrer as candidaturas aos "Prémios Europeus de Promoção Empresarial 2016", uma iniciativa promovida pela Comissão Europeia que distingue anualmente as boas práticas de promoção do empreendedorismo desenvolvidas em território europeu. Esta primeira fase do concurso, que decorrerá até ao dia 4 de abril de 2016, servirá para apurar os dois melhores projetos portugueses que irão representar o país na final europeia.

Atualmente, são seis as categorias aos "Prémios Europeus de Promoção Empresarial 2016": Promoção do espírito de empreendedorismo (distingue ações e iniciativas que promovam o espírito empreendedor, especialmente entre jovens e mulheres); Investimento nas competências empreendedoras (distingue iniciativas a nível local, regional ou nacional, que melhorem as competências no domínio do empreendedorismo e da gestão); Desenvolvimento do ambiente empresarial (distingue políticas inovadoras a nível nacional, regional ou local, que promovam a criação e o desenvolvimento empresarial que simplifiquem procedimentos legislativos e administrativos em domínios relacionados com a atividade das empresas e implementem o princípio “Pensar primeiro em pequena escala” para as PME); Apoio à internacionalização das empresas (distingue o apoio ao acesso das PME ao mercado ecológico e a eficiência dos seus recursos); e, por último, Empreendedorismo responsável e inclusivo (distingue ações e parcerias público-privadas, que promovam a responsabilidade social nas PME e incentivem o empreendedorismo junto de grupos desfavorecidos, tais como desempregados, especialmente os de longa duração, imigrantes, pessoas com deficiência ou minorias étnicas). 

Para mais informações, recomenda-se a consulta ao website do IAPMEI em www.iapmei.pt.

IdeaLab - Laboratório de Ideias de Negócio: candidaturas até 31 de março


Encontram-se a decorrer as candidaturas ao concurso “IdeaLab - Laboratório de Ideias de Negócio”, uma iniciativa que procura contribuir para a dinâmica de criação de empresas inovadoras geradas a partir da universidade, bem como procura ser um instrumento de capacitação de competências ajudando os participantes a desenvolver e a compreender a sua vocação e as suas competências empreendedoras.

Os vencedores deste concurso terão apoio, através de uma equipa de tutores e mentores especializados (durante quatro meses), na concretização da sua ideia de negócio em termos da sua conceção de produtos, serviços e negócios inovadores que cumpram os requisitos da viabilidade técnica, de mercado e do modelo de negócio.

Todos os interessados poderão participar individualmente ou em equipa (no máximo até 5 elementos), independentemente da sua área de formação académica, podendo ser admitidos alunos e diplomados de outras universidades, desde que pelo menos um dos candidatos da equipa seja proveniente da Universidade do Minho. Para mais informações, aceder ao website da TecMinho - Associação Universidade-Empresa para o Desenvolvimento em www.tecminho.uminho.pt.

Prémio Europeu de Energia Sustentável 2016: candidaturas até 22 de fevereiro


Encontra-se a decorrer até 22 de fevereiro de 2016, o prazo para a submissão de candidaturas ao “Prémio Europeu de Energia Sustentável 2016”, uma iniciativa da Comissão Europeia integrada na Semana Europeia de Energia Sustentável (EUSEW), a qual visa distinguir projetos em quatro categorias distintas: consumidores; setor público; negócios; e, prémio cidadão. Em todas estas dimensões a Comissão Europeia procura o melhor exemplo de excelência e inovação, que contribua para os objetivos de Energia e Clima 2030 e que tenha potencial de replicação.

Podem ser submetidos projetos cuja coordenação seja realizada a partir de um dos 28 Estados-Membros ou da Islândia, Noruega, Albânia, Bósnia e Herzegovina, antiga República Jugoslava da Macedónia, Montenegro, Sérvia, Turquia, Israel, Moldávia, Suíça, Ilhas Faroé e Ucrânia.